free solo


Acho fascinantes os documentários que observam culturas ou subculturas muito específicas, como esse aqui faz com os atletas que escalam paredões imensas sem o auxílio de cordas ou outros aparatos. Das coisas mais interessantes aqui é a relação que Alex Honnold trava com a possibilidade da morte e o que isso implica enquanto ainda está vivo, mas o filme em si é meio desconjuntado, não explora a fundo nem essa questão da finitude, nem as barreiras emocionais lentamente quebradas pelo atleta com a ajuda da sua namorada (que recebe um tratamento estranho pela narrativa), nem mesmo a intrigante e antiga pergunta sobre o que motiva alguém a tentar realizar um feito desses. Como filme de suspense, no entanto, é bem eficiente, mesmo que já se saiba o final.

Free Solo (★★★)
Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, Estados Unidos, 2018